No arcabouço das horas
E das eras,
Erra imenso
Pelo kosmo
Aceso,
Pelo voltear dos astros,
Pelos pastos,
Pelos passos,
Da escuridão infensa.
Quedamos aturdidos
Mesmo com aço,
Mesmo sabendo
Os caminhos idos.
Quedamos presa de nós
Próprios, de nosso asco,
Ascese das oportunidades
Perdidas.
Que vida amarga,
Que vida fodida:
De todas as possibilidades,
Deu-nos ser objeto
Deu-nos ser partida
De quem lucra com sofrimento,
De quem só pensa com a lombriga.
Possa o povo se unir,
Possam as eras ceder,
Possa a dor cessar,
Possa o dia, enfim, nascer.
RP, outono de 2026
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