A ordem global está um balaio de gato. Andei-me ocupando, no começo do ano, com Julien Freund, um pensador francês da polemologia, i.e., sociologia da guerra. Ele busca formular as leis de todo conflito. Um desses postulados é aquele da polaridade, ou seja, todo conflito tende a assumir uma forma polar, quer dizer, dois oolos se enfrentando. Até pouco, havia dois blocos muito claros: OTAN e Organização do Tratado de Xangai (OTX, Rússia, China, e uma série de outros países asiáticos). A OTAN vinha buscando se expandir para o leste, razão pela qual os russos reagiram e invadiram a Ucrânia em uma guerra imperialista. Conflito, pois, interimperialista. Ocorre, entretanto, que a Rússia, ainda que inimiga estratégia (o regime é criptofascista), é aliada tática do Brasil, uma vez que nosso principal inimigo são os EUA, que também é o principal inimigo dos russos e de nosso principal parceiro comercial, os chineses. Não há mudança popular possível no Brasil e na AL, em geral (mudança de fato, não social-democracia) enquanto os EUA forem o hegemon, já que possuem múltiplas garras em nosso país, aliados das elites mais arcaicas desta terrinha. Assim, a ordem multipolar nos interessa, uma vez que há constante produção de subdesenvolvimento por obra dos próprios EUA e aliados. Ora, um boato ronda a internet: o boato do acordão. Diz-se que EUA, Rússia e China dividiram o mundo em esferas de influência: Leste asiático para a China, Europa para a Rússia, América para .... os EUA, nosso principal inimigo na luta pelo desenvolvimento. Assim, aqueles (Rússia e China)que são nossos aliados estratégicos, nos BRICS, por um mundo multipolar, são nossos inimigos táticos na luta contra os EUA. Desta maneira, a social:democracia brasileira (o PT), busca aliados internacionais que a ajude a manter a independência, por exemplo, a UE, entregue à sanha russa. Ocorre que a UE é, junto com os EUA, uma das principais produtoras de subdesenvolvimento em nosso país é inimiga estratégica, mas aliada tática. Nessa confusão, a política interna brasileira se debate. Há dois partidos: o partido dos EUA, sempre forte (é o partido do agro), e o partido brasileiro. O partido dos EUA é, conforme dito, o partido do agro; contudo, nosso principal parceiro no agro é a China, inimiga dos amigos do agro brasileiro, os EUA. Ao mesmo tempo, nossa possibilidade de desenvolvimento, que reside em nossa indústria, concentrada em SP, tem como principal parceiro os EUA, inimigo estratégico dessa indústria, que foi dizimada pela China, parceira do agro e inimiga dos EUA, que é inimigo da indústria brasileira estrategicamente, mas depende dela taticamente. Não há, especialmente nesse momento de elevada tensão, terceira via socialista para nós, do campo da esquerda socialista. A Ciência da Estratégia consiste, dentre outras coisas, em hierarquizar meios, fins, tática e objetivo de longo prazo. Nosso objetivo de longo prazo é a revolução socialista global. O principal empecilho para ela é o domínio dos EUA. O que enfraquecer os EUA e nos aproximar da revolução socialista é estrategicamente correto. Em um momento de disputa entre partido dos EUA, totalmente subordinado a Washington, e a tímida social-democracia brasileira, inimiga da hegemonia dos EUA, e que acena com ganhos de direitos concretos às massas, a escolha para todos aqueles preocupados com a derrubada do domínio do capitalismo, que ameaça a vida na terra, o futuro das espécies, e rifa o bem-estar estar de bilhões para enriquecer meio dúzia de bilionários, já está dada: é Lula 13, com todos os defeitos. Porque se o PT é inimigo estratégico, é aliado tático.
Filosofia brasileira, política e poesia
O blog se propõe a debater os temas elencados, expondo a produção autoral de Felipe Luiz, o Guma, mestre em filosofia pela UNESP-Marília e ex-militante do movimento estudantil.
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
terça-feira, 8 de setembro de 2026
Questão premente
De um começo marxista, com O trabalho, no PT recém chegado ao Planalto, e com um grupo de gramscianos da terrinha, à conversão, já universitária, ao legado de Malatesta, de um lado, e de Foucault, de outro, foi sob a sombra de Marx que construí meu universo teórico e político. No movimento estudantil, ora aliado, ora contra grupos marxistas, mas sempre em um encontro nem sempre sadio. Já mais velho, ainda ferrenho defensor da autogestão, e fora da vida militante, é forçoso a complacência. O mundo está mudando rapidamente e pessoas muito gananciosas parecem não ter planos bons para nós, do sertão ou do litoral. Ou bem resistimos com todas as nossas forças, nos aliando com quem também busca sobreviver, tanto enquanto indivíduo quanto enquanto civilização, ou soçobraremos na hora mesmo em que vislumbramos uma saída. Trata-se de nazistas, gente que se crê superior por conta de um ou dois genes, que nos saqueou e nos escravizou, que continua a fazê-lo, agora sob nova roupagem, mas que se cansou das firulas e da enrolação: eles virão para tomar. Assim, são belas as palavras de Foucault e mais belas as do anarquismo, mas no presente temos de saber hierarquizar as prioridades; essa hierarquização tem um nome: estratégia. Ou bem admitimos que nossas melhores alianças residem nos chineses e que a tarefa do dia passa por reorganizar e criar uma força estratégica na terrinha, que possua capacidade política nos preparar para a dura batalha que se anuncia, ou já estaremos vencidos, condenados a nos reduzir a objetos de nazistas. Tudo que não esteja subordinado a essa objetivo estratégico parece-me fútil, no momento. Qual organização tem essa potencialidade no Brasil, no presente?
quinta-feira, 3 de setembro de 2026
Fragmento sobre marxismo e método
Estou lendo o "Pour Marx" ("A favor de Marx"), já disse. A ambição de Althusser é colmatar os vazios filosóficos do marxismo, dar estofo teórico a uma corrente de pensamento empobrecida pelo estalinismo. Ora, uma das questões que mais lhe tocam é a do método. Marx não escreveu o texto de método prometido, tão-somente uma pequena nota metodológica e indicações do mesmo calibre. As mais famosas são o texto "O método da economia política " e o prefácio da segunda edição d'"O capital". Nesta, Marx fala que ele "inverteu Hegel", metáfora que Engels recuperará em textos mais tardios. Ora, já há muito venho repetindo que "a metafísica hegeliana de ponta-cabeça nada mais é senão a metafísica hegeliana de ponta-cabeça". Ao que parece, Althusser pensou o mesmo muito antes e com um cabedal filosófico superior. Para ele, não há estalão de comparação, porque a dialética hegeliana e a marxista são totalmente diferentes. A "Ciência da lógica", de Hegel, por exemplo, começa com a famosa divisão entre Ser e Nada, que redundan no Werden, no devir. Trata-se, assim, de um simples, de um elemento, um "nec plus minor". Ora, diz Althusser, para o marxismo nada há dessa simplicidade, porque o real é "uma síntese de múltiplas determinações", isto é, o objeto é um composto e os compostos são compostos de outros compostos. Haveria aqui, a meu ver, certa relação a ser feita com o pensamento de Foucault e Deleuze (especialmente). O primeiro livro de Deleuze que li (depois reli muitas vezes) é o "Diálogos", obra que me causou grande impacto; passava tardes e mais tardes pelos corredores da UNESP lendo-o e debatendo-o após a greve de 2013. Ora, esse texto me inspirou a ideia de "dizímas filosóficas", algo que já publiquei, e que seria o horror de Aristóteles. Bem, não é sobre isso, no entanto, que gostaria de chamar a atenção. Por que Marx não escreveu o livro sobre método e o mais próximo disso que temos é a parte sobre filosofia do "Anti-Dühring", de Engels (texto que basicamente transcreve indicações da "Ciência da lógica")? Marx não o fez pelo simples motivo de que para ele o real é essa "síntese de múltiplas determinações ", isto é, é tudo "junto e misturado", "tudo no mesmo lugar, ao mesmo tempo". Não há, como em Descartes, um objeto e um método, uma res extensa e uma res cogitans: é tudo matéria em movimento, o real é um complexo de complexos de complexos, etc, que redunda em dízimas filosóficas. Assim, há dois procederes, o método de análise e o de exposição, porque somente na exposição se divide o real, uma vez que ele é uma síntese. Bem, são reflexões parciais, tenho alguns meses para amadurecê-las
sábado, 29 de agosto de 2026
Horácio II
Me dizes que já não resta saída,
Que a vida é um caminho sem volta,
Uma mão única, sem retorno após a partida.
Dançando com a escuridão,
Nas dobras das areias do tempo,
Te entregastes aos prazeres fáceis
Da droga, do álcool e do fumo,
Tentando te aliviar
Do peso imenso que te vergas:
Este mesmo, o de serdes a ti próprio,
Mera carne sustentada por nervos e ossos
Perdida, a vagar insone no vácuo
Sem bússola que suporte
O desorientar desse movimento.
- Queria censurar-te pela desesperança
E rendição que fazes ao infinito.
Mal a batalha começa
E já te entregas, pusilânime,
Ao inimigo que é tua mente e tua cultura.
Os antigos nos legaram
As soluções do dilema.
É na construção do caminho
Que teu enigma se dissolve.
O fim, que importa o fim
Se, quando ele chega,
Nós já seremos a sombra
Da anima outrora viva?
O fim é pouco
Diante de tua tarefa.
O fim só pesa
Em quem já abriu mão do meio,
E somos todo meio
Todo na dobra, todo no fazer-se.
Acalma teu espírito
Agarra aqueles volumes
Horácio, Pessoa
Maiakóvsky e Anacreonte
Neles, toda sabedoria que precisas
Para encarar o inifinito e vencer,
Para construir tua história
Enquanto ser único que eres.
Pulsa com o kosmos
Que ele te responderá.
Assim, abres caminho
Na selva do desconhecido
E talha, no seio mesmo do infinito,
O manancial da liberdade dourada
Na qual vives e na qual passarás
Todas as eternidades a devir
Nem que seja dissoluto
Em álcool e moléculas
Átomos e energia.
sábado, 22 de agosto de 2026
Horácio
No correr do tempo implacável
Em que, teso de alegria,
Em mim se escondem as rugas da
Preocupação,
E também na hora mesma
Na qual me verga a agonia,
É a arte das Musas que me sustém,
E, nesta, é em você onde deito meu pensamento,
Senhor supremo dos poetas,
Molde e modelo inesgotável
Fonte mesma da inspiração.
Não à toa, Augusto te honrou
E os líderes onde nos fartamos,
Se rendiam à tua arte.
Abundas naquilo que necessita
Quem toma a pena como cinzel:
O encanto e a adequação.
Quando jubilo,
É ao velho das cãs já gastas que me dirijo,
Anacreonte, a lira da orgia;
Mas, nas horas decisivas,
Quando a vida é incerta
E a agonia pesa sobre minhas fibras,
Amolecidas pela sobrevivência,
Hora na qual é o juízo que balança,
Não é outro meu apoio.
Assim, nobre senhor, sossegue nos Elísios,
Conquanto nós,
Rebentos de um mundo decaído
Pelo peso de uma cruz e da sede pelo ouro,
Buscamos em vossa grandeza
Sustento e a ocasião
Para fundarmos a Arcádia dos povos.
RP, inverno de 2026
domingo, 9 de agosto de 2026
Uma nova Fenomenologia do Espírito? Parte I
A busca pelo "ponto arquimediano", pela archē, perseguiu a filosofia por séculos. Não somente a filosofia, para ser exato, a cultura em geral do Ocidente. Ora, desde meados do século XIX, sobretudo após Nietzsche, isso vem sendo cuidadosamente desmontado. Após as tragédias das duas Guerras Mundiais, cuja racionalidade atuante era a mesma que conduzia à busca pelo tal princípio, e as lutas do Terceiro Mundo, conducentes à descolonização direta, o cânone ocidental, isto o conjunto de obras formantes da Bildung iluminista, foi sendo também alargado, a fim de que se abarque as obras de todas as latitudes e longitudes. Se, desde Marx e, a fortiori, Benjamin, a história a contrapelo era tarefa dos dominados, ela foi tomando forma através de uma revisão total de vários aspectos de uma civilização que se impôs ao mundo através das armas e da metis (a astúcia) do em moda Odisseu. Com Freud, se questionou o cogito, por exemplo. Com uma série de autoras, o domínio do macho. Com Foucault, até mesmo a ascendência da razão sobre a loucura. Se o socialismo questionava já há muito o domíniod os ricos, formou-se uma avalanche de posições e posturas que punham xeque a própria maneira como a modernidade havia organizado as tradições ocidentais, as quais se expandiam e globalizavame. Esse é o processo no qual nos encontramos, no qual novas potências, por tempos obnubiladas, põem em xeque o domínio tradicional da Europa.
Na Fenomenologia
do espírito, livro que é um dos mais difíceis do cânone ocidental, Hegel
analisa a formação da consciência desse lado do mundo: como, até aquele
momento, a consciência, desde seu modo mais simples, isto é, o imediato, vai se
elevando em movimentos sucessivos, até à compreensão do Absoluto: o todo em si
movente. Há várias etapas desse movimento, alguns que extravasam o círculo dos
iniciados no hegelianês, como a subcapítulo Dominação e servidão,
conhecido como dialética do senhor e do escravo. Nele, Hegel mostra como,
formadas as consciência até um certo nível, o do entendimento, no qual a
realidade é composta por forças (Kräfte), duas consciências se
encontram. Ambas buscam ser reconhecidas pela outra como enquanto consciência autônoma; assim, elas se
engajam em uma luta em busca desse reconhecimento. Nesse embate, uma consciência
está disposta a ir até às últimas consequências: essa consciência prefere
morrer a se submeter à outra, escolhe a morte. Já a outra consciência, diante da
persistência da outra, escolhe viver, selando, com isso, seu papel como
dominada. O texto de Hegel, no entanto, não é estático: ele é em si movente,
ela caminha conforme nele avançamos. Se, em um primeiro momento, a consciência
que escolheu a morte, a do senhor, domina, logo é vê-se na dependência da
consciência que escolheu a vida e, por isso, foi servir. Na labuta servil, essa
última consciência se forma: ela trabalha a coisa, ela é responsável por si
mesma e pelo senhor. O senhor se torna, pois, dependente dela. Com isso, agora
é a consciência do senhor a dependente, e a do escravo o pólo dominante. A
consciência do senhor percebe, ademais, que não basta ser reconhecida por uma
consciência escravizada; antes, precisa ser reconhecida por uma consciência
igual a si própria; destarte, mergulha na consciência infeliz.
Ora,
com o colonialismo, as potências ocidentais submeteram o resto do mundo: eram o
senhor. Já o Terceiro mundo, se submeteu. No pós Segunda Guerra, as indústrias
dos países centrais foram trocando de base e se instalando nos países da
periferia, atrás de lucros espetaculares com a superexploração da mão de obra.
Hoje, contudo, o campeão dos países pobres, a China, aprendeu como fabricar os produtos,
se formou pelo trabalho: Hoje, o mundo depende dela, ela é o pólo dinâmico.
Qual será o desfecho?
Por
outro lado, com o despertar do Terceiro mundo, já não é mais cabível que se
queira reduzir o cânone à história da filosofia ocidental. O mundo é maior que
uma península. Assim, incluir os múltiplos novos autores em uma análise teórica
que dê conta da formação do contemporâneo nas mais distintas latitudes e
longitudes, nas línguas diversas, nas diferentes civilizações, é o caminho para
um mundo democrático de fato, não a democracia dos ricos, mas uma
democracia que integre os povos, os medindo por outros valores além de sua
conta bancária, tom de pele ou matiz ocular.
Essa obra
deverá ser uma nova Fenomenologia do espírito, uma que, após a universalidade
hegeliana oca, que nos conduziu ao colonialismo, e as insurreições
identitárias, que nos cercam no provincialismo, finalmente permita que
construamos uma civilização planetária, que possa singrar o kosmos e
responder a perguntar: O que é o ser?
quinta-feira, 23 de julho de 2026
Fragmento sobre ontologia e marxismo
Em seu doutorado, sobre materialismo antigo, Marx trabalha uma importante diferença entre Demócrito e Epicuro. Embora ambos sejam atomistas (o primeiro, um de seus inventores, junto a Leucipo, também originário da cidade de Abdera, do qual não sabemos quase nada), Demócrito é determinista. O mundo, para ambos, é formado átomos e vazio, mas Epicuro acrescenta que os átomos, em sua queda, podem sofrer um desvio, o clínamen. Com isso, introduz-se o acaso ou, se se quiser, a liberdade. Li os fragmentos completos de Demócrito ainda em meu primeiro ano de doutorado. Sua obra era gigantesca e cobria inúmeros tópicos, mas, além dos títulos, quase todos seus fragmentos extantes são de ética, muitas vezes meros apotegmas (sentenças). De Epicuro há mais fragmentos, também li completo, por ocasião da investigação da (abre aspas) obra prima (fecha aspas) de Olavo, que trata justamente de Epicuro; texto surrealista, pode-se dizer. Mas não é disso que quero falar, mas, sim, de uma outra polêmica. Kant, na primeira Crítica, trata como antinomia o par liberdade da vontade e determinismo. Assim, irresolúvel. O mundo das ciências naturais é considerado há muito o reino da necessidade. Já as ciências humanas são o reino da liberdade. Para os positivistas, contudo, não há, a rigor, essa separação: as mesmas leis presidem ambos os campos, e essas leis são aquelas da necessidade. Engels, como se sabe, deixou incompleta uma Dialética da natureza, onde se aproxima, nesse aspecto, justamente do determinismo positivista; se já no Anti-Dühring ele fornecia leis da dialética, extraídas da Ciência da lógica, na Dialética da natureza ele vai mostrar, a seu ver, como os mais recentes avanços científicos comprovavam essa dialética. O resultado disso tudo é o mais estrito determinismo, que redundou no marxismo da II Internacional combatido por quase todos os clássicos dessa linha teórica no século passado. Quase todos, porque, além de Kautsky, que formulou um certo materialismo histórico biológico, Stálin, em seu curto texto "Materialismo histórico e materialismo dialético" subscreve essa visão. É o marxismo-leninismo-estalinismo, origem da diamat. As consequências para a ação política são severas. Os marxistas mais espertos anteviram isso e tentaram poupar Marx dessa empreitada engelsiana. Marx, dizem, formulou uma teoria social, histórica, nada de dialética da natureza. Creio eu, no entanto, que, se Marx o fez ou não, talvez seja difícil mensurar. Contudo, Engels é um marxista consequente por defender essa visão. Ou seria sustentável defender que a sociedade é histórica, muda no tempo, mas a natureza não? Sem contar que na origem da dialética marxista encontra-se aquela hegeliana, que é uma ontologia, inclusive com uma filosofia da natureza. Hegel começa o segundo volume da Enciclopédia justificando a necessidade de uma filosofia da natureza. Assim, e falo como alguém que teve muito pouco contato com Lukács, ontologia em sentido amplo, não somente "do ser social".(mas também dele).