Quando o mundo for dos povos
E a ganância,
- Triste, triste,
Mas não de dar dó -
For os restos da festa,
Choverá néctar na pérgola
Conduzente à festa de comunhão da humanidade.
Estes são os votos.
Para tanto,
Há de se romper a espessa crosta
Que nos divide, separa e sujeita.
Essa crosta tem nome, endereço e cama.
A vida é um sopro curto
Para desperdiçarmo-la com intrigas
E pequenezas.
O que vale é o vivo.
Eles disto sabem;
Mas, para os senhores do desprezo,
Mais vale a morte.
Que triste!
Vamos lhes opor nossa mais tenaz resistência.
Até a vitória do riso,
Camarada.
RP, verão de 2026
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